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Reflectir é preciso

01
Abr24

01

Não há mentira que dure nem verdade que perdure. A modernidade é líquida.

 

02

Os “justos” não encontram equivalentes morais alternativos às oportunidades que a guerra oferece de expressar virtudes. Desenvolver a inteligência artificial toma-lhes muito tempo.

 

03

Entre o verdadeiro modo de ser e aquilo que somos realmente ou aquilo em que nos tornámos há uma transformação constante. Uma profunda descontinuidade. Não somos apenas, tornamo-nos.

 

07

O que se pode esperar de tudo quando nada há para ansiar? Paz!

 

08

Não tenho medo do pensamento que ama e odeia. Tenho medo do pensamento de ódio que, ao contrário do empático e consciente, sobrevive, multiplica-se e reproduz-se como um vírus.

 

09

Livros de pensadores ideologicamente limitados são bússolas para leitores de pensamentos murados.

 

11

Opomo-nos à modernidade impregnada da tirania obrigacional de abandonarmos tradições seculares essencializadas num passado que veneramos, mas consideramo-nos moralmente superiores na senda de modernizar e civilizar os selvagens incivilizados. Os outros, os diferentes, os estranhos, os ciganos, os islâmicos, os categorizados, que devem ser forçados a abandonarem o passado grupal por nós desprezado sob pena de perderem a nossa abençoada aceitação.

 

18

Olha-se para a democracia como quem olha para o menu do restaurante. Escolhe-se a liberdade de expressão para prato principal e o voto para a sobremesa, ignorando o resto da ementa por não se gostar ou não se querer.

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Autora



Diário de Ana Branco, também autora nos blogs Arte Notes. e Inquiet(a)titude.